sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Malvados

Sobre esse último post, fica a indicação do Raoni:










Do site: http://www.malvados.com.br/index373.html

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um juridiquês pra falar de justiça

Ontem à noite, estava fazendo um comentário ao post do Rafael Zanatta quando me deparei com a seguinte questão: o jurista fala um juridiquês que poucos entendem, mesmo entre os juristas. Na verdade, fiquei um tempo pensando acerca do assunto.
No passado, já havia enfrentado esse problema. Lembro-me que quando estava na Unitrabalho, fazíamos o acompanhamento de uma futura cooperativa de leite e estávamos justamente discutindo o estatuto que a cooperativa teria. Chegávamos pra discutir um assunto e parecia que ninguém estava entendendo nada, somente uma mulher por lá e um outro cara que se dispunham a fazer alguns comentários.
Depois de alguns encontros, quisemos saber por qual motivo não se interessavam em discutir o estatuto e descobrimos que, apesar do grande interesse que tinham em formar a cooperativa, o estatuto era como que uma barreira para eles. Simplesmente não entendiam!
Penso que tinham razão. Alguns termos realmente são de compreensão não tão fácil e requerem um certo tempo pra se habituar.
Só que depois fomos descobrir que a maioria das pessoas somente havia terminado o ensino fundamental, sendo que a mulher que se dispunha a comentar os assuntos tinha terminado um curso superior e o homem que também se manifestava tinha terminado o ensino médio, pelo menos, minha memória não me ajuda muito nessa hora. Lembro que a nossa solução para o caso, foi de elaborar um dicionário com as palavras que julgávamos serem mais complicadinhas.
Independente das influências e da vontade das pessoas, creio que algo que fazia o tal estatuto ser intransponível para alguns era a falta de leitura.
Me parece que esse hábito não é incorporado pela cultura brasileira. Foram raras as vezes que encontrei alguém lendo por prazer em algum momento em locais públicos aqui em Maringá. Creio que tirando as linhas que vão para a UEM, não me lembro de ver alguém lendo dentro do ônibus.
Agora, pergunto: se não se tem o hábito de ler, se não se tem o hábito de consultar o tão famoso dicionário, como uma pessoa vai adquirir uma linguagem mais apurada? Como ela vai entender até mesmo as notícias do Jornal Nacional? É necessário um vocabulário mínimo para se entender certos assuntos.
Talvez seja por isso que o brasileiro seja tão conformado com a situação posta. Ele não entende o que está acontecendo e acaba "deixando a vida o levar".
Grande exemplo disso é minha mãe, Dona Eva. Eu ficava pegando no pé dela, falando que ela deveria ler mais, pois pois ela não conseguia captar o significado daquilo que ela lia. Não queria dizer para ela, mas o problema dela era o da maioria dos brasileiros: era uma analfabeta funcional.
Só que o que aconteceu: por algum motivo, não sei qual mesmo, ela comprou um livro - um desses de autoajuda, não me recordo. Pois bem, leu esse, comprou mais um, também o leu, emprestou outro, leu até metade, pois a "história não a cativou". Mas não desistiu e continuou com suas leituras.
Numa confissão, creio que desde o começo do ano, tirando os livros que tenho que ler na faculdade, ela deve ter lido mais livros do que eu, tenho quase certeza disso.
Mas o que acontece, ela agora criou esse hábito interessante de ler as coisas, está compreendendo aquilo que lê. Até mesmo a bíblia passou a ser uma leitura mais agradável para ela, pois as palavras lhe parecem mais amigas agora.
Trespassando isso para o começo do post, sobre o os problemas do juridiquês, creio que não seria necessário que os juízes e juristas em geral fizessem como aquele juiz da Bahia que proferiu uma "sentença para marceneiro ler", pois creio que o mesmo chegou ao extremo.
O interessante seria ter uma linguagem mais acessível àqueles que desejam entender o que o jurista está falando. Me parece claro que algumas palavras não podem ser "facilitadas" devido ao fato de haver todo um conceito por trás delas, mas penso que é dever do jurista se fazer entender por todos e não apenas por seus pares.
Só que o hábito da leitura também ajuda nesses casos. A pessoa que lê mais tem mais facilidade para compreender o contexto de outras áreas, consegue compreender no mínimo o que o Bonner fala diariamente, até mesmo os comentários sobre as questões jurídicas.
Afinal, falar de justiça seria só para alguns?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Qual o segredo de Renan Zanatta?

Renan Zanatta, vulgo Cabelo, Nanan, entre outros apelidos carinhosos. Estou pra falar desse cara um cara faz tempo já.
Lembro-me de quando o conheci. Ele era apenas o irmão mais novo de um grande amigo meu. Então o Rafa e eu tivemos a ideia de montar uma banda e que aquele cara que curtia Mettallica seria o baixista perfeito. Na verdade, ele ainda era uma criança, ele e o baterista, Ivan Pigozzo.
Só que mesmo assim formamos a banda. Começamos com o singelo nome de "Renegados", só que no final acabou pegando mesmo o "Magrelas Poser".
 Porão dos Magrelas 

Acho que conseguimos ter nossos momentos! Alguns shows interessantes, como aquele no Recanto Romano, onde praticamente quatro crianças tocavam Rage Against the Machine, Queens of the Stone Age, entre outros, para um bando de gente tomando cerveja na piscina naquele calor infernal. Também teve o show épico no Bar do Velho, com direito a muita caipirinha de cerveja e vários The Strokes no repertório.
Só que esse tempo passou, parei de mexer com essa coisa de música e o Nanan continuou.

 República Frank the Tank

Juntamente com seu irmão Rafa, fundaram a famosa Frank the Tank. Cara, muita gente ainda pensa que os caras moram na República Frank the Tank, onde aconteceram memoráveis festas, pra dizer a verdade, com certeza, as melhores festas da Universidade, regadas a muita cerveja e tequila e com o som de bandas como a própria Frank, Família Palim, Godfather Blues, Cake Cover, entre outras.

 Frank the Tank
O som da Frank era um country-rock com vocais do tipo Kings of Leon, guitarrinhas marcantes, bateria sempre muito presente do Rochera e o baixão criativo do Shiozaki.

Fizeram o cd "Northwest Roll", que teve uma boa aceitação pelo público maringaense.

Só que Nanan não para, ele está sempre em movimento, sempre um passo a frente. Mudou-se para Caiobá para cursar Gestão Ambiental na Federal do Paraná. E de lá veio a sua independência musical. Digo independência porque creio que ele finalmente se libertou dos grilhões musicais e conseguiu impor o seu estilo na música que fazia. Ele conseguiu criar o seu próprio som.

 Renan Zanatta e a Mata Atlântica

Alguns apontam algumas influências, mas influências todos tem. O que nem todos tem é um estilo marcante, algo próprio, somente seu e Renan Zanatta conseguiu fazer isso. Ele mesmo dá os ingredientes para a sua música:" Coloque duas porções de Samba-Rock, com uma de Surf-Music, ao molho de muito mantra com uma pitada de Rock N'Roll."

Mas seu estilo não resume apenas a sua música. Creio que existe o estilo Nanan Zanatta de viver. Um estilo marcado basicamente pela mistura das duas maiores influências de sua vida, Márcia Ferreira e Odacir Zanatta, misturado com o jeito litorâneo e despojado de ser.

 Odacir Zanatta "O Grande Odaça"

Percebi isso uns dias atrás, quando estava no Ginásio Waldir Pinheiro e quando olhei pra trás, lá estava o Renan, de cabelo cumprido e barba espessa. Na hora eu pensei: cara, o menino já virou homem. Foi bonito ver isso, ver essa transformação.

 Renan, Márcia Ferreira (sua mãe) e Priscila

Lembro que esses dias fui assistir ao ensaio da sua "nova banda" que está em fase de gravação, Nanan Zanatta e o Tanque. A mesma formação da Frank, só que com as músicas do Nanan. No final do ensaio, estávamos todos descontraídos tentando achar uma definição para seu som. Foi aí que brinquei: "Cara, Nanan é um som que fala de amor". Na hora a galera achou engraçado e tal, só que depois, pensando melhor, vi que era isso mesmo. Nanan fala de amor sempre. Não apenas aquele amor de homem e mulher, mas amor por tudo. Amor pela sua família, amor pelos amigos, amor pela praia, amor pelo Paraná, amor pela música, amor pela vida.
Não comentem, mas esse é seu segredo, ele faz tudo com amor. Desde a mais banal das coisas, até aquilo que mais importa na vida. Suas músicas, seus gestos, seus olhares, seus comentários, são todos cheios de amor.
Existem algumas pessoas que conseguem fazer com que seu dia melhore infinitamente, e o Renan Zanatta é uma delas.
Por isso, seguem alguns momentos "pra te alegrar":



"Nanan & O Tanque - Vai dizer"


"Nanan - O Pescador"



"Frank the Tank - Old's Cool"




"Nanan & O Tanque - Casa da esquina"



"Nanan & O Tanque - Pitoca, Pitoquinha"




P.S.: Em breve, comentarei o seu CD que deve sair nos próximos meses.

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